Eu
vejo um quadro
na parede:
águas turvas
que descem
das planícies
nos abismos
entre pedras, algas
ventos e noites
construindo caminhos
em digitais.
Os limites, as margens
os campos florais:
um vasto mundo de sonhos
o suor, os olhos
o remanso
a verdade diáfana:
histórias solitárias.
O tempo, a existência
a invenção, o corte
o corpo, o silêncio.
O quadro na parede
revela uma criança am amanhecer,
vivendo as primeiras emoções. |
Às
nove horas da noite
sentei-me à mesa
carmim. Com um copo
de whisky nacional.
Às nove horas da noite
este tempo eterno
congelado na espera
derradeira
da emoção que minhas
palavras não traduzem.
Às nove horas da noite
meus sonhos lúdicos
dançam na memória.
às nove horas da noite
embarquei para última
viagem com a mente
confusa pelo whisky
nacional. |