|
“Vai,
Jesus, a Jericó,
Não caminha, flutua
Já se vê que não vai só,
Tem o povo, e tem a lua”
E
na antiga cidade, a mais antiga de então,
Surge um certo Zaqueu, do meio da multidão.
Homem de mil haveres, no fundo, um sofredor,
Que não sentira, jamais, o favo da amizade,
E quer sentir, agora, o que é fraternidade
Vislumbrando, no Galileu, um Mestre, um Salvador
Desde
infante, o Nazareno, apenas pelo olhar,
Lida com tristeza, pondo paz em seu lugar,
Basta, pois, fitar o aflito penitente
Uma presa de tantas mundanas ilusões,
Mas, fiel a Abraão, com sinceras pretensões,
Pronto em sorrir, em converter-se alegremente.
|
|