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Estávamos
eu e tu sentados a conversar,
Cheios de alegria e de emoção do encontro,
Nos olhos, o céu, as praias e o mar,
A beleza do lugar a nos deixar tontos...
Que
devaneio! que sensação de almas que se encontram,
Ligadas pela beleza mágica da poesia,
Tu com teus versos e outros mais...
E eu a conduzir-te em minhas fantasias.
O
rubro vinho, o tilintar das taças, a admiração...
Não ficaram cerrados nas páginas do esquecimento,
A grandeza não se curva a pequenez da ilusão
Que se desfaz como miragem na poeira do tempo.
O
silêncio, a distância não consomem o pensamento,
Do poeta que na solidão a luz vislumbra,
A vida esse ir e vir de sentimentos,
Se renova a cada dia dissipando sombras.
Que
magia é essa que trai os sensíveis,
Que enxergam em desertos, jardins floridos,
Transforma em realidade sonhos impossíveis,
Fazem versos com as lágrimas de um coração ferido?
O
que é valoroso não se esquece, se eterniza!
O poeta bem o sabe as pérolas encontrar,
A beleza da alma em seus versos cristaliza,
Uma fonte de amor que não cessa de jorrar.
As
tardes outonais de profunda melancolia,
Em que "fadas más" a esperança devora,
Cessará, eu sei, e voltará a magia,
Daquela tarde de poesia que não vejo agora. |
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