Os
pés correm cheios de esperança
Pelos quintais de terra batida
Sem pressa ou culpa
Só é preciso brincar.
Os bonecos ganham fala e imaginação
Filosofam guerras de mundos e vilões quase intransponíveis
Que caem derrtados no último golpe
De um herói invencível.
Roda-gigante qua olha o mundo por cima
Lá do alto.
Enchergando um lindo branco de algodão doce.
E quando se cansam da altura
Sacam duas asas gigantes
Mergulhando num pique com os pássaros.
E ao avistarem as águas
Escamas deixam as penas de lado
Sendo os olhos recheados de azuis.
E mesmo quando o corpo resolve descansar
Resta um mundo colorido e puro de sono de anjo
Onde o pecado é não imaginar a pura felicidade
Que jorra das mãos do papai do céu. |
E
da noite rompe uma lua esplêndida
Campo de flores onde se deitam anjos:
- que brincam
- e sonham
- e dançam
- e cantam-.
Cantos de almas
Que beijam almas.
E cascatas gigantes se derramam
entre as estrelas
E tudo se envolve numa harmonia
de cristais,
Derramando-se em êxtase.
Até caírem exaustos entre os raios
de sol. |
Na
lágrima qmorosaue cai
A e límpida
Todas as cruzes se desfazem
Alegres nascimentos da salvação
Liberdade doce que é entregue.
É
preciso olhar para o Natal de olhos bem fechados, enchergando alma
e coração. |
Refugiados
do denso véu das trevas,
anjos tortos espalham a mágica
dos sofrimentos, da desilusão
das lágrimas e do dissabor
deslizando aparentemente impunes
na vastidão da dialética
floresta da natureza humana.
Num
canto naquela alma
um doce resquício de eternidade
observa o inquietante cenário
embalando tímida oração
que escapa levemente dos seus lábios
perfilando os cetros da vida
esmagando a maldade
que se retrai,
enquanto doces lágrimas
correm pelos caminhos do coração
purificando e iluminando
aquela flor outrora prisioneira
que se fortalece e explode
explêndida
no jardim e cores do amanhecer.
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