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O Presidente do Instituto dos Magistrados do Brasil-IMB, Desembargador Jean Albert de Souza Saadi, o Desembargador Antônio Carlos Esteves Torres (Presidente do Grupo de Estudos sobre História do Direito do IMB) e o Juiz Wladimir Hungria (1º Tesoureiro do IMB) compareceram nesta terça-feira, dia 04/08, ao lançamento do livro “O amor que fica” do Juiz Jairo Vasconcelos Rodrigues Carmo, na Livraria da Travessa Leblon (RJ).
O autor, que é o 2º Tesoureiro do IMB, possui outros romances já publicados, como a trilogia iniciada com “Carnaval amarelo”, “Belas viúvas” e “As águas do tempo”.
Entre os vários convidados, também esteve presente o Presidente da Associação Nacional de Desembargadores (Andes), Desembargador Fabio Dutra.
Editada por 7 Letras, a obra pode ser encontrada e adquirida também no site da editora.
Sinopse
Em O amor que fica, o autor constrói um romance de retorno – não apenas a um lugar, mas às zonas mais instáveis da memória. Quando Francisca desembarca em Miradouro, cidade imaginária encravada na Amazônia paraense, o que parecia uma simples viagem transforma-se numa lenta descida às histórias de sua família, aos afetos interrompidos e às escolhas que o tempo não dissolveu.
Cercada pela paisagem dos rios amazônicos, por antigas amizades, diários secretos, lembranças políticas e amores mal cicatrizados, Francisca tenta compreender aquilo que ficou suspenso entre passado e presente. O romance acompanha esse movimento interior sem recorrer a soluções fáceis: aqui, as recordações não trazem conforto, mas ambiguidades, dúvidas e revelações tardias.
A escrita do Juiz Jairo Carmo combina introspecção, observação psicológica e um permanente diálogo com a literatura, a religião e a filosofia. As vozes dos mortos convivem com os dramas do presente; o desejo, a culpa e a fé aparecem entrelaçados numa narrativa em que o íntimo e o histórico se contaminam continuamente. A Amazônia, mais do que cenário, impregna o livro com sua atmosfera de calor, excesso, beleza e ameaça.
Ao longo do romance, personagens marcados por perdas, frustrações e desencontros buscam algum sentido para a experiência de viver – ou ao menos uma forma de suportá-la. E é justamente dessa tentativa imperfeita, profundamente humana, que nasce a força do livro.
Com este romance, o escritor reafirma um universo ficcional em que memória, família e passagem do tempo se tornam matéria de uma narrativa densa e emocionalmente precisa.